5 fatos que mostram que existe esperança para o transporte no Brasil.

Cadastrado em 21/06/2017

Quem é caminhoneiro ou transportador no Brasil teve muita dor de cabeça em 2015 e 2016. Eram só notícias ruins, queda nas vendas, baixa do frete e ficou difícil acreditar no segmento de transporte rodoviário. Segundo a CNT, a maioria das empresas teve diminuição de receita bruta em 2016, e 58,8% precisaram reduzir o número total de viagens. Mas 2017 veio dando sinais de melhora e agora, na metade do ano, conseguimos enumerar alguns fatores que aumentam nossa esperança no setor. 

 

1 - Vendas de máquinas agrícolas continuam crescendo

Mês após mês as vendas de máquinas agrícolas crescem. Se os produtores estão comprando é porque querem plantar. Se plantam, devem colher. Se colhem, alguém precisará transportar essa produção para portos, fábricas e comércios. Se realmente vamos alcançar a sonhada safra recorde, provavelmente os caminhoneiros verão aumento de demanda por seus serviços.

2 - Confiança empresarial é a mais alta desde dezembro de 2014

O ICE, índice de confiança empresarial, é importante pois mede o que os empresários esperam do presente e do futuro de nossa economia. Empresários confiantes tendem a investir mais, contratar mais e assim aquecer a economia. O índice terminou 2015 em baixas históricas, foi se recuperando aos poucos em 2016 e agora chegou a 87,7, valor maior que o do final de 2008 por exemplo.

3 - Investimentos estrangeiros em infraestrutura cresceram 500% em 2017

Infraestrutura sempre foi um gargalo brasileiro e depender de nosso governo nunca foi uma boa opção. A boa notícia é que já que os investimentos não vem diretamente do governo, eles acabam vindo de concessões e privatizações. Entre janeiro e abril foram US$ 11,4 bilhões investidos através de ações como concessões de quatro aeroportos federais, a privatização da Companhia Elétrica de Goiás (Celg) e os leilões de transmissão de energia elétrica, duas concessões de rodovias no interior de São Paulo e aportes para compra e expansão de empresas de saneamento básico no Brasil, como Brookfield e a Odebrecht Ambiental.

Segundo o portal Portos e Navios, as atividades ligadas à infraestrutura aumentaram seu peso dentro dos ingressos para participação no capital, de 15,9% para 52,9% no período. Os ingressos em transportes, que envolvem operação de rodovias,  saíram de US$ 44 milhões de janeiro a abril de 2016 para US$ 3,9 bilhões nos primeiros quatro meses deste ano.

4 - Vendas de caminhões finalmente param de cair

Após um realmente longo período de tempo de queda, as vendas de caminhões em maio de 2017 foram maiores que as vendas em maio de 2016. Foi a primeira vez que houve porcentagem de aumento em relação ao mesmo mês do ano anterior desde 2014. 

O acumulado nas vendas de caminhões desse mês foi negativo, mas caiu menos em relação ao mês passado - em abril houve queda de 24,1, em comparação com a queda de 19,4 de maio. Já as exportações de caminhões, que vêm apresentando números positivos nos últimos meses, tiveram um crescimento expressivo: 39,6% de aumento no acumulado em relação a 2016.

5 - Transportadoras voltaram a contratar motoristas

Em 2016, as contratações das montadoras em geral apresentavam números baixos. Aqui no Pé na Estrada, continuamos a receber vagas de transportadoras para serem anunciadas, tanto no programa de TV quanto no nosso portal e nas redes sociais, mas em número bem reduzido quando comparamos com anos anteriores. No primeiro semestre de 2017, entretanto, tivemos um bom aumento nos anúncios de vagas, principalmente para vagas de agregamento. Empresas como a Expresso Mirassol e Della Volp, entre outras, abriram muitas vagas para carretas agregadas. Também houve aumento nas contratações para frotas, com destaque para a Delpozo e a Central Brasil, que têm contratado bastante desde o final de 2016.

Por Paula Toco